O que é uma empresa de pequeno e médio porte

Pequenas e médias empresas são organizações juridicamente constituídas para oferecer um serviço ou bem em troca de obtenção de lucros, pelo menos, esse é o intuito das entidades comerciais, que visam lucro. Além disso, com o tempo e a expansão das empresas, elas passaram a ser categorizadas conforme requisitos básicos de existência.

De acordo com os requisitos estipulados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as empresas são classificadas por porte, considerando o setor de atuação, o número de trabalhadores e o rendimento anual auferido por elas. 

No ramo da indústria, por exemplo, quando se tem até 19 empregados, a empresa é categorizada como microempresa, de 20 a 99 como pequena, de 100 a 499, ela entra no degrau de médio porte e mais de 500 na categoria de grande empresa.

Já no setor de comércio e serviços os números de trabalhadores é um pouco menor. Como nove colaboradores a empresa é consideradas microempresas, de 10 a 49, fica no patamar de pequena empresa, de 50 a 99, de médio porte e quando possui mais de 100 empregados temos uma companhia de grande porte. 

As empresas de pequeno e médio porte ocupam um lugar cada vez mais importante na economia dos países através da geração de postos de trabalho e, para incentivar ainda mais o fortalecimento e a criação desse tipo de empresa, o poder público tem buscado facilitar reduzir os trâmites burocráticos e exigências para que elas sejam constituídas.

Como as pequenas e médias empresas crescem ou porque não crescem 

Não há fórmula mágica para o sucesso de uma empresa. Algumas incialmente, desacreditadas, muitas vezes trilham um caminho inesperado e surpreendente alcançando um destino de conquista de mercado e, por consequência, lucros grandes. Outras, por sua vez, que indicavam fatores fundamentais para chegar rapidamente ao topo, são surpreendidas com elementos internos e externos que travam o seu desenvolvimento.

Isso porque o processo de desenvolvimento nas cadeias produtivas e de serviços encontra particularidades muito distintas em função da posição que ocupa a organização que se desenvolve, especialmente as pequenas e médias empresas. 

Aumente as chances de crescimentos

Segundo especialistas, se as empresas conseguirem abstrair e implantar algumas condições para que esse processo se desenvolva com qualidade, as chances de crescimento serão muito maiores.

Por isso, não se pode desconsiderar o cenário externo a uma empresa, seus altos e baixos, as políticas públicas implantadas ou em debate, as demandas pelo produto, a oferta em proporções maiores que a procura, a perda ou ganho do poder aquisitivo do consumidor, entre outras situações que envolvem o contexto econômico social de  sociedade.

E mesmo que todos esses aspectos sejam favoráveis, os ventos podem mudar, de repente, e um fato apenas, poderá mudar os rumos do crescimento da empresa. Por isso, apesar de todos os diagnósticos possíveis, nunca é possível saber o que poderá acontecer no cenário externo e medir o tamanho das consequências de forma exata e objetiva.

Desenvolvimento organizacional em empresas de pequeno e médio porte


Segundo pesquisa da estudiosa Cristiana Schwarz, alguns quesitos podem contribuir para o desenvolvimento organizacional de uma empresa de pequeno e médio porte. A liderança capacitadora é uma delas, pois geralmente, buscam reproduzir modelos adotados em grandes corporações, que tem conceito diferente para a fase de crescimento. 

No caso deste tópico, a empresa que cresce é aquela voltada mais para o relacionamento do que pra os processos, apostando no trabalho de equipe e investindo em capacitação de outras lideranças. 

Essas companhias, geralmente, optam por trabalhar no modelo estrutural de pirâmide invertida, na qual o papel de cada líder é ajudar os membros do seu grupo a chegar ao desenvolvimento pleno das competências e habilidades. 

Conhecimentos essenciais

Outro aspecto importante e eficiente é o cultivo do autoconhecimento e autodesenvolvimento que investem a maior parte do tempo em delegação e multiplicação e práticas positivas e de relacionamento pessoal.  Nesse aspecto, o trabalho é orientado para desenvolver habilidade se competências individuais.

Com uma equipe trabalhando em sinergia, com cada membro atuando no lugar certo e em funções confortáveis, o comprometimento elevado e uma gestão estratégica, a empresa tende a trilhar um caminho de conquistas. Com essa interação, a empresa tende a ter características de uma comunidade inspirada. 

Missão, visão e valores compartilhados por todos os componentes da empresa, grupos de trabalho mais orientados, estruturas funcionais que possibilitem uma multiplicação constante do trabalho, disseminação do conhecimento, tornando a comunicação mais clara, o estímulo a novas práticas. Todos esses pontos, quando implantados e diariamente trabalhados são elementos que possibilitam o crescimento de uma empresa, seja ela pequena, média ou grande

A importância dos números contábeis e financeiros nas pequenas e médias empresas 

Ter o próprio negócio requer habilidades para elaborar um plano estratégico bem estruturado em todas as áreas para que a empresa se torne competitiva e tenha um crescimento sustentável. 

As normas para pequenas e médias empresas são diferentes da legislação para companhias de grande porte. Isso porque a realidade tributária delas é dinâmica e seguem mudando periodicamente. Algumas mudanças acontecem na tentativa de diminuir os processos burocráticos para que elas tenham mais facilidade em se manter funcionando. 

Ainda assim, esse setor apresenta a necessidade de uma consultoria especializada, uma vez que a contabilidade das PMes vai muito além da escrituração, ela envolve áreas como gestão de pessoas, orientação de investimentos, acompanhamento de resultados e o gerenciamento da carga tributária.

Esse é um trabalho que compreende análises e interpretações que só podem ser realizados por um profissional capacitado e com experiência nesse tipo de empresa. A organização da contabilidade também é fundamental para a busca por financiamentos e empréstimos, prática necessária para aumentar o capital de giro das pequenas e médias empresas.

Quando não há controle sobre essa área, as PMes correm o risco de esbarrar nas leis fiscais e no controle financeiro, em que, muitas vezes, as contas pessoais são misturadas com as do negócio. Nesses casos, o consultor contábil pode ser extremamente útil tanto para o controle financeiro, como para o fiscal.

Os desafios dos gestores

Como a vida de um gestor é repleta de desafios, além das constantes mudanças nas leis e na parte fiscal, é comum que várias informações legais se percam ou fiquem desatualizadas. Para evitar isso, é preciso ser assessorado por quem entende dos processos financeiros e contábeis. 

Os pontos vitais da empresa precisam ser acompanhados diariamente — o fluxo de caixa é um deles. Acompanhar rotineiramente o saldo do caixa, os pagamentos e os recebimentos, o detalhamento de vendas e os valores despendidos com juros e empréstimos são fundamentais.

No entanto, em pequenas empresas, muitas vezes, um único setor acumula esses papéis. Isso pode fazer com que os empreendedores deixem de acompanhar de perto essas atividades. É muito importante conversar frequentemente com o contador da empresa, tirando dúvidas e esclarecendo questões sobre todo tipo de transação.

Atenção ao fluxo de caixa

O pagamento via boleto bancário, que é um método seguro e muito utilizado, merece acompanhamento específico no fluxo de caixa. Se esse tipo de recebimento representa grande parte das transações da empresa, é interessante avaliar a viabilidade de contratar uma plataforma única para controle completo desse tipo de recurso.

Avaliar o desempenho da empresa significa usar suas informações financeiras para fazê-la ir além. Quando se tem consciência da real situação da empresa por meio de demonstrativos, relatórios, métricas, indicadores de desempenho e demais instrumentos, é possível traçar um planejamento para médio e longo prazo, visando manter a constância e a sustentabilidade da organização.

Todas as informações financeiras, geridas de forma constante e racional, podem sinalizar o futuro da sua empresa. Elas podem orientar uma decisão mais ousada ou sinalizar a necessidade de recuo e atenção.

Empresas familiares e seus problemas

Empresas familiares costumam ter dificuldades bastante peculiares e parecidas entre elas, o que não quer dizer que sejam maiores ou menores que os outros tipos de companhias. Mas, assim como as outras, esses obstáculos precisam ser ajustadas para evitar que o negócio acabe falindo ou precise ser vendido para outro grupo empresarial.

Geralmente, as empresas familiares são iniciadas por uma ou duas pessoas, que acabam centralizando as informações e as decisões e não estabelecem processos e regras. Apesar de ser bastante comum, este é um problema que precisa ser evitado.

O mais indicado é que sejam definidas regras de atuação, convivência e tomada de decisão, evitando conflitos entre os familiares que gerenciam o negócio. Essa atitude também ajuda a manter bem equilibrada a relação entre família e empresa.

Outro ponto importante é compreender que, apesar de a empresa ser da família, não é recomendado que qualquer pessoa possa retirar dinheiro do caixa. Por isso, deve-se definir o pró-labore ou uma retirada por mês, deixando bem separadas as contas da empresa e as pessoais.

Nepotismo não acontece somente na política, ele também é bem recorrente em empresas familiares, quando, por exemplo, o parente ganha o emprego apenas por ser da família, sem competir com outros colaboradores e candidatos à vaga pretendida. Nesse caso, o ideal é que todos tenham a oportunidade de crescer, inclusive os familiares, conforme os seus conhecimentos e desempenho na organização.

Sucessão em pequenos negócios

A sucessão costuma ser um momento crítico para a empresa familiar, podendo ocasionar, inclusive, a falência ou a venda da empresa. Isso ocorre devido a fatores como a centralização do comando, fazendo com que a empresa tenha determinado tipo de cultura. Uma sucessão sem planejamento, o que pode gerar prejuízos ao negócio.

A presença de familiares faz com que, muitas vezes, a empresa seja gerenciada sem planejamento. Nesses casos, o empreendedor costuma tomar decisões com base em sua intuição e sem avaliar o cenário como um todo, atendo-se ao curto prazo. Essa atitude prejudica a vantagem competitiva e pode levar o negócio ao fracasso.

O conservadorismo não é uma característica positiva em grande parte das situações. No caso de empresas familiares, conservadorismo significa falta de inovação ― e isso representa menos lucro e pouco desenvolvimento para o negócio.

Como as pequenas e médias empresas morrem 

Segundo pesquisa da Junta Comercial, no final de 5 anos de atividade, 56% das empresas fecham suas portas. Mas de acordo com o Sebrae esse quantitativo vem reduzindo gradativamente. Isso porque, os empresários têm procurado sanar as carências sobre gestão e conhecimento empresarial, elementos imprescindíveis para a condução da empresa.  

O próprio Sebrae de São Paulo foi buscar respostas para esse alto índice de fechamento de pequenas e médias empresas e realizou outra pesquisa em que busca informações sobre os motivos para esse fenômeno.

Se por um lado 48% dos empresários confessaram que o problema ou é de planejamento ou de gestão, 44% disseram que encerraram suas atividades por conta dos problemas de fora da empresa. Muitas surgidas em consequência de políticas governamentais que, de acordo com eles, não oferecem apoio às micro, pequenas e médias empresas.  O restante (8%) afirma que o motivo está ligado ao movimento de cada ramo empresarial.

Donos irresponsáveis

Diante disso, chega-se a conclusão de que os principais responsáveis pelo encerramento das atividades de uma empresa são os próprios donos dela. As circunstâncias externas têm uma influência considerável, mas não determinantes para isso. 

Portanto, a administração problemática ou ineficiente e a gestão sem planejamento são os principais motivos para o fechamento de uma micro, pequena e média empresa. E isso já fica latente no primeiro ano de funcionamento dela, quando 29% dos empresários revelaram que a grande dificuldade é elaborar e utilizar os recursos de um Plano Estratégico de Negócios.

Para evitar entrar nessa estatística, o empreendedor deve procurar conhecer detalhes dos processos funcionais e operacionais do negócio que pretende abrir. Incluir uma imersão no mundo empresarial, visita a órgãos públicos, fornecedores, parceiros  concorreste. Além e dedicar uma parte do tempo para aprender os conceitos e fundamentos de marketing, financeiros e relacionamento interpessoal.

Como levar o DNA de uma startup para a sua empresa 

Um tipo de negócio que surgiu muito rápido e discretamente, mas que quando ganhou forma já se apresentou ao mercado como destaque, ganhando prêmios de escalabilidade e de lucro crescente. Foi desse jeito que as startups chegaram ao mundo empresarial assustando as tradicionais grandes empresas com um potencial inabalável.

E foram elas, uma das responsáveis pela reformulação do que se vê atualmente no mercado: grandes e tradicionais companhias buscando inovar para continuar nesse competitivo mundo empresarial. 

Alguns empresários ainda batem cabeça e resistem a esse processo de renovação. Mas aqueles que desejam permanecer no negócio, buscam nas startups a inspiração para qualquer empreendimento que queira se reinventar ou crescer.

A hora da virada

Gigantes da internet como sites de buscas e de sistemas operacionais de grande porte começaram esse diálogo com empresas mais tradicionais e inauguraram um novo momento de virada. Foi aí que as pequenas e médias empresas passaram a pensar em comprar soluções feitas por startups.

Por isso, as pequenas e médias empresas estão de olho no que pode ser útil da experiência das startups para utilizar na sua renovação. A mudança de pensamento, talvez seja a mais difícil tarefa. Nesse caso, uma vez que há uma mentalidade de que errar não é pecado dentro das startups. Portanto, é preciso arriscar.

Conclusão

Sair do mundo da imaginação e testar produtos é outro grande passo. Muitas empresas continuam criando como se fazia há séculos, achando que possuem o melhor produto. Mas se esquecem de que precisam testar antes de por na prateleira, para evitar perder dinheiro depois da criação na prateleira.

Um ponto importante é a gestão da equipe, tanto na parte de seleção quanto na de retenção de talentos. Nas startups, há um investimento de dinheiro e de tempo e uma busca incansável por engajamento dos funcionários. Para isso, é preciso criar uma causa, ao mesmo tempo em que se oferece novos desafios. 

As startups costumam ter em mente que a área de comunicação é essencial para que o produto ou serviço seja vendido. Enquanto muitas pequenas e médias empresas ficam envolvidas em elaborar e consideram as vendas como segunda prioridade. Por isso, é necessário focar muito em trabalhar a comunicação sobre seu produto ou serviço.

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